O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSD) expressou preocupações sobre as mudanças que as concessionárias de pedágio estão planejando, afirmando que essas alterações podem prejudicar tanto a economia quanto os usuários das rodovias no Paraná. Ele menciona que o modelo original do programa de concessões incluía praças de pedágio físicas, com opções de pagamento em dinheiro, cartão, tag ou aplicativo, garantindo acessibilidade ao serviço.
Romanelli argumenta que as empresas pretendem substituir as praças físicas por pórticos eletrônicos, alegando a implementação do sistema free flow. Esse novo modelo, segundo o deputado, não se alinha ao conceito original, que deveria assegurar a cobrança proporcional ao trecho percorrido, e a mudança parece ter como foco principal a redução de custos operacionais.
Com a introdução de pórticos equipados com leitura automática de placas, a cobrança seria direcionada para um site da concessionária, onde o usuário teria até 30 dias para quitar o valor. Caso não efetue o pagamento, o motorista estaria sujeito a uma multa de R$ 195,00 e a cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Romanelli também levanta questões sobre a destinação das multas arrecadadas, sugerindo que esses valores poderiam ser utilizados para um fundo que compensaria perdas por evasão de pedágio. Ele destaca que essa proposta gerou descontentamento e mobilização entre a população, e aguarda que o governo federal reconsidere a decisão da ANTT, podendo até estudar medidas judiciais caso a proposta permaneça inalterada.