A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, do PL, gerou polêmica após participar de uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o rosto pintado de preto, um ato considerado blackface. Apesar do sobrenome, ela não possui grau de parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro e se chama Fabiana de Lima Barroso Souza. A parlamentar afirmou que seu ato era um "experimento social" para criticar Erika Hilton, deputada federal do PSOL-SP, que foi eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Fabiana Bolsonaro, natural de Barrinha, em São Paulo, é formada em Direito e iniciou sua carreira política em 2020 ao ser eleita vice-prefeita de sua cidade natal. Em 2022, conquistou uma vaga na Alesp com 65.497 votos e atualmente integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP). Ela também preside a CPI de Prevenção de Deslizamento em Encostas e foi relatora do Plano Plurianual (PPA) para 2024-2027.
A deputada é defensora da família, do direito ao armamento e se opõe ao aborto e à descriminalização das drogas. Em sua atuação, ela apresentou diversos Projetos de Lei, incluindo um que garante aos pais o direito de vetar a participação de filhos em atividades pedagógicas sobre gênero e outro que institui o Programa de Valorização da Família e dos Princípios Cristãos.
Fabiana também atua nas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Defesa dos Direitos das Mulheres e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação. O episódio na Alesp gerou repercussão nas redes sociais, onde a deputada comparou sua situação à de Erika Hilton, questionando a capacidade de entender as dores de outras pessoas ao se "travestir de negra".