De acordo com o delegado Fernando Garbelini, o esquema fraudulento se instaurava durante o pagamento pelos atendimentos. O dentista recebia os cartões de seus pacientes e realizava cobranças que ultrapassavam os valores previamente autorizados.
Em um dos casos analisados, um idoso retornou à clínica ao perceber uma cobrança duplicada em seu cartão. Ao afirmar que faria o estorno, o dentista solicitou acesso ao celular do paciente e, em vez de cancelar a transação, acabou contratando um empréstimo de R$ 10 mil em nome do idoso, cujo valor foi imediatamente transferido para a conta da clínica.
Até o presente momento, o dentista não apresentou uma defesa formal em relação ao processo. O Conselho Regional de Odontologia foi notificado sobre a situação, mas não se manifestou até a última atualização do caso.