Deltan Dallagnol tem candidatura ao Senado rejeitada pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, determinando que os votos recebidos sejam considerados nulos. A decisão ocorre às vésperas das eleições de 2026 e reverte autorização anterior do TRE-PR.
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Na noite deste sábado (03), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu indeferir o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, em um desdobramento que impacta diretamente as eleições de 2026. A determinação, assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, implica que os votos recebidos pela chapa sejam considerados nulos, alterando a situação jurídica da candidatura às vésperas do pleito.

A decisão do TSE contraria o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia previamente autorizado a candidatura de Deltan. Na instância regional, a maioria dos desembargadores concluiu que o ex-procurador não havia deixado o Ministério Público Federal com a intenção de evitar uma possível inelegibilidade.

Com a rejeição do registro, os votos destinados a Deltan e sua chapa não serão contabilizados, o que resulta na nulidade de toda a chapa majoritária ao Senado. O TSE determinou que o TRE-PR atualize imediatamente o status da candidatura para "indeferido" e que os votos sejam tratados como nulos durante a apuração.

Além disso, a decisão do TSE encerra a condição de candidato sub judice de Deltan e rejeita tentativas de preservar os direitos eleitorais dos suplentes. A medida já havia sido precedida por restrições à campanha do candidato, que, em setembro, foi impedido de receber recursos públicos, veicular propaganda no rádio e na televisão, e realizar outras atividades de campanha.

O caso reabre discussões em torno da polêmica que levou à cassação do mandato de deputado federal de Deltan em 2023. O ex-procurador expressou seu descontentamento em nota, acusando o processo de ser uma "violência eleitoral" e questionando a motivação por trás da decisão do ministro Floriano Marques, que ele afirma ter agido de maneira contraditória.

Deltan, que continua com seu nome e o número 300 na urna, informou que seus advogados estão preparando recursos legais para contestar a decisão. Ele manifestou confiança na reversão do indeferimento e se mostrou determinado a continuar sua luta política, apesar das adversidades enfrentadas.