Decisão do ministro Dino gera alerta em desembargadores sobre revisão de salários e estrutura

Desembargadores temem cortes nos salários após determinação do STF para os três poderes analisarem verbas acima do teto de R$ 46,3 mil
Reunião da Associação Nacional dos Desembargadores para debater impacto da limin
Reunião da Associação Nacional dos Desembargadores para debater impacto da limin

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar determinando que Judiciário, Legislativo e Executivo revisem salários que ultrapassam o teto do funcionalismo em até cinco vezes.

Magistrados se preocupam com possíveis ajustes, já que o STF suspendeu pagamentos não previstos em lei federal, estadual ou municipal, exigindo atos motivados que justifiquem cada verba remuneratória ou indenizatória com fundamento legal.

A origem da medida foi uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre honorários de sucumbência pagos aos procuradores municipais de Praia Grande, no litoral de São Paulo, que foram considerados remuneratórios.

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu inicialmente pela procedência da ação, mas aplicou um subteto de 90,25% do subsídio dos ministros do STF para os procuradores.