Debate na Assembleia do Paraná aborda saúde mental dos profissionais de segurança pública

A audiência pública discutiu a saúde mental de profissionais de segurança pública no Paraná, destacando dados alarmantes sobre suicídios e transtornos mentais.
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A saúde mental dos profissionais da segurança pública e privada no Paraná foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado. O evento, promovido pelo deputado Tito Barichello, contou com a participação de especialistas e representantes das forças de segurança, que enfatizaram a gravidade da situação no Brasil.

O deputado Barichello destacou que, em média, há um caso de suicídio de policial a cada três dias no país. Ele ressaltou que essa questão não é restrita a um estado específico, mas sim uma realidade nacional, e pediu ações concretas para enfrentar o problema. Dados apresentados pelo diretor do Sindicato dos Servidores da Socioeducação do Paraná indicam que mais de 40% dos servidores policiais apresentam algum tipo de transtorno mental.

Outro aspecto abordado foi a expectativa de vida dos policiais, que é significativamente menor em comparação à média nacional. Enquanto a expectativa geral gira em torno de 73 a 75 anos, a dos policiais cai para cerca de 62 anos. A falta de condições adequadas de trabalho foi citada como um fator que contribui para essa situação.

O policial penal Cristiano da Luz e a presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná também enfatizaram a necessidade de políticas públicas focadas na saúde mental dos profissionais. Entre as propostas, destacaram a revisão das regras de aposentadoria e a criação de uma rede de atendimento em saúde mental para facilitar o acesso a apoio psicológico e psiquiátrico.