O ex-banqueiro Daniel Vorcaro está na expectativa de que a apresentação de provas inéditas e a indicação de meios para recuperar valores desviados sejam suficientes para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite sua delação premiada. Apenas reforçar as evidências já coletadas em buscas e apreensões não garantirá benefícios como a liberdade.
A homologação do acordo depende do cumprimento de critérios rigorosos. Investigadores afirmam que a delação não será homologada se Vorcaro omitir informações ou fornecer dados que já estão nos 111 celulares apreendidos. A defesa do ex-banqueiro está em negociações com a Procuradoria Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal, mas a falta de consenso entre os órgãos pode inviabilizar o avanço da colaboração.
As negociações devem se estender por pelo menos três meses antes de serem apresentadas ao relator do caso, ministro André Mendonça, do STF. Inicialmente, a resistência de Vorcaro em incluir magistrados do STF desagradou os investigadores, mas os advogados afirmaram que ele