Curitiba mostra crescimento da atividade empresarial com rápida abertura de novos negócios

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O empreendedorismo ganhou ritmo em Curitiba ao longo de 2026. Um levantamento da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento aponta que 48.984 novas empresas foram abertas entre janeiro e julho deste ano, um crescimento de 34% em relação às 36.542 registradas no mesmo período de 2025. Na média, o resultado representa aproximadamente dez novos negócios por hora na capital paranaense durante os sete primeiros meses do ano.

O avanço foi puxado principalmente pelas empresas prestadoras de serviços. No período analisado, foram 42.031 novos negócios desse segmento, contra 31.177 no mesmo intervalo de 2025, uma alta de 34%. O comércio também apresentou crescimento, embora em ritmo menor: passou de 5.365 novas empresas entre janeiro e julho de 2025 para 6.953 no mesmo período de 2026, aumento de 29%. O levantamento considera empresas abertas no período que permanecem ativas. Ao todo, Curitiba soma atualmente 549.170 empresas em atividade.

Entre as atividades que mais atraíram novos empreendedores estão a preparação de documentos e os serviços especializados de apoio administrativo, com 3.331 novas empresas; promoção de vendas, com 2.953; serviços combinados de escritório e apoio administrativo, com 1.750; cabeleireiros, manicure e pedicure, com 1.175; treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial, com 1.038; comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, com 721; fornecimento de alimentos preparados principalmente para consumo domiciliar, com 602; lanchonetes, casas de chá, de sucos e estabelecimentos similares, com 474; e restaurantes e similares, com 354 novos negócios.

O aumento na abertura de empresas ocorre em um cenário de expansão econômica e redução das exigências para quem pretende iniciar uma atividade empresarial. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. O mercado de trabalho também apresenta desempenho positivo, fator que influencia a renda das famílias e, consequentemente, o consumo. Paralelamente, Curitiba vem adotando medidas para diminuir o tempo e a quantidade de etapas necessárias para colocar uma empresa em funcionamento.

Uma das principais mudanças ocorreu em fevereiro, com a entrada em funcionamento do Facilita Mais, programa que ampliou de 606 para 1.200 o número de categorias empresariais dispensadas de alvarás e licenças para operar. Segundo o prefeito Eduardo Pimentel, mais de 60% das empresas abertas em Curitiba desde o início do programa se enquadraram nos benefícios oferecidos pela iniciativa.

Na prática, a mudança permite que empresas classificadas como de baixo risco iniciem suas atividades imediatamente após a consulta de viabilidade e a autodeclaração, sem precisar aguardar licenças sanitárias, ambientais ou do Corpo de Bombeiros. Entre as atividades contempladas estão setores como transportes, serviços postais, instituições financeiras, construção civil e educação. Para empresas classificadas como de médio risco, o programa também simplificou o processo ao permitir a emissão automática do alvará logo após a criação do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o CNPJ, sem a necessidade de cumprir determinadas exigências previamente.

A redução dessas etapas também aparece no tempo necessário para formalizar um negócio. Segundo o levantamento mais recente do Mapa das Empresas, do governo federal, referente ao segundo quadrimestre de 2025, Curitiba apresentava tempo médio de apenas duas horas para a abertura de uma empresa. O resultado era 90% inferior à média brasileira, de 21 horas.

Para o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a redução da burocracia enfrenta um dos principais obstáculos historicamente apontados por quem pretende empreender no país. Na avaliação dele, o poder público deve atuar como indutor da atividade empresarial, criando condições para que novos negócios possam começar a funcionar com maior rapidez.

A desburocratização, segundo Evelize Tarasiuk, gerente de cadastro da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento, faz parte de um processo que Curitiba vem desenvolvendo há alguns anos. Entre as medidas adotadas estão a adesão à Redesim, sistema que integra procedimentos de registro e legalização de empresas; a revisão de legislações; o processamento eletrônico de dados; a integração entre os órgãos responsáveis pela análise dos processos; e a implantação da classificação de risco.

Com essas mudanças, a administração municipal busca reduzir o número de procedimentos necessários para que um empreendedor saia da intenção de abrir um negócio para o início efetivo das atividades. O crescimento registrado entre janeiro e julho de 2026 mostra o resultado dessa combinação entre aumento da atividade econômica e mudanças nos processos de formalização, enquanto o número total de empresas ativas reforça a dimensão do ambiente empresarial já existente na capital paranaense.

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Fonte:Paraná Jornal