A pré-candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou no início desta semana ter recebido uma ligação do Instituto Veritá no âmbito da pesquisa eleitoral registrada sob o número PR-00675/2026 — levantamento que ouviu 2.010 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e divulgação prevista para esta terça-feira (28) — e denunciou um erro que considera gravíssimo: seu nome teria sido apresentado ao eleitor como vinculado ao PT, mesmo ela sendo filiada ao PSD e integrando o grupo político do governador Ratinho Junior após ser traída e deixada de lado pelo senador Sérgio Moro (PL), que há 8 meses atrás lhe havia convidado para integrar o União Brasil.
A denúncia chama atenção pelo impacto que um erro desse tipo pode causar. Em uma disputa polarizada como a do Senado paranaense, o partido associado a um nome influencia diretamente a percepção do eleitor. Para Graeml, ser identificada com o PT durante uma entrevista não é um detalhe técnico — é uma distorção que muda por completo o enquadramento político da pré-candidata.
Graeml tem sido enfática em definir seu posicionamento: “Eu sou anti-Lula, anti-PT, contra ideologias que implantam nas escolas nas cabeças das crianças”, declarou recentemente. Justamente por isso, ser associada ao PT em um questionário eleitoral representa, na avaliação dela, muito mais do que um equívoco operacional — é um erro que pode gerar ruído, distorcer a leitura do cenário e afetar sua imagem junto ao eleitorado conservador que ela busca conquistar.
O episódio não é isolado. A pesquisa Quaest, divulgada um dia antes, também precisou publicar uma errata após o TRE-PR apontar que Alexandre Curi havia sido testado como filiado ao PSD, quando já havia migrado para o Republicanos em abril. Os dois casos, ocorrendo na mesma semana e envolvendo institutos diferentes, reforçam a percepção de que os levantamentos eleitorais carecem de maior rigor na verificação dos dados básicos dos candidatos antes de ir a campo.
Graeml usou o episódio para cobrar explicações públicas do instituto e levantar dúvidas sobre a condução da pesquisa como um todo. A pré-candidata, que afirma estar em campanha há mais de um ano e já percorreu cerca de cem cidades do Paraná, entende que erros como esse não podem ser tratados com silêncio ou uma simples nota de correção — especialmente quando os dados já foram coletados com a informação equivocada.
Na sua opinião: isso foi apenas um erro técnico ou um sinal de que pesquisas eleitorais precisam de fiscalização muito mais rigorosa?
Assista: