O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu o depoimento do deputado Ricardo Arruda no processo que o acusa de quebra de decoro parlamentar. A acusação se baseia em ofensas dirigidas à ministra Cármen Lúcia, do STF, feitas por Arruda na tribuna durante a sessão do dia 16 de setembro de 2025.
Durante sua defesa, Arruda afirmou que suas declarações não tinham a intenção de discriminar a magistrada, mas sim de criticar uma fala dela que considerou desrespeitosa em relação ao povo brasileiro. Ele argumentou que sua manifestação foi uma resposta política e não um ataque pessoal, destacando que sempre adotou uma postura crítica em relação a ministros do STF.
O processo agora avança para a fase em que as partes devem apresentar suas alegações finais, após a intimação do presidente do colegiado. Além disso, o Conselho de Ética designou Tito Barichello como relator de uma nova representação contra o deputado Goura, que envolve falas nas redes sociais.
A representação contra Goura também será analisada pelo colegiado, que se comprometeu a avaliar as possíveis irregularidades nas declarações do parlamentar do PDT.