Condições de umidade melhoram, mas milho no Paraná e MS ainda enfrenta desafios

Recentes Chuvas No Paraná e em Mato Grosso do Sul trouxeram alívio temporário para as lavouras de milho, mas os danos causados pela estiagem ainda são significativos. A produtividade continua comprometida devido a déficits hídricos e temperaturas elevadas.
Foto: Foto: Jonas Oliveira/SEAB
Foto: Foto: Jonas Oliveira/SEAB

As chuvas que ocorreram nos últimos dias em Paraná e Mato Grosso do Sul trouxeram alguma melhoria nas condições de umidade do solo, especialmente para as culturas de milho de segunda safra. No entanto, ainda não é suficiente para reverter os danos causados pelo estresse hídrico e pelas altas temperaturas enfrentadas em fases anteriores do ciclo produtivo.

A situação agrária é preocupante, principalmente porque as lavouras estão em estágios críticos de desenvolvimento, como o florescimento e o enchimento de grãos. Nestes momentos, a necessidade de água é elevada, e a irregularidade das chuvas compromete diretamente o rendimento das plantas.

No sudoeste do Paraná, a realidade é de prolongada restrição hídrica. Em Francisco Beltrão, o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) indica que a região enfrenta um déficit hídrico persistente desde o final de fevereiro. Isso resultou em uma perda acumulada de produtividade de aproximadamente 59,9%, com consequências visíveis nas plantas, como o abortamento de espigas e a redução do enchimento dos grãos.

Além disso, o crescimento desigual das plantas, conhecido como heterogeneidade do estande, afeta negativamente a qualidade da colheita. A situação é ainda mais delicada em áreas de sequeiro, onde a falta de irrigação aumenta o risco de perdas adicionais.

Em Mato Grosso do Sul, as lavouras também enfrentaram longos períodos secos e altas temperaturas durante março. Cidades como Ponta Porã apresentaram um significativo déficit hídrico afetando a cultura do milho. Apesar de algumas chuvas em abril, a irregularidade das precipitações não foi suficiente para repor a umidade necessária, limitando o potencial produtivo do estado.

A previsão meteorológica para os próximos dias indica que a irregularidade das chuvas deve continuar. No Paraná, os maiores acumulados esperados são de até 40 mm nas regiões sudeste e leste, enquanto as demais áreas devem receber menos de 20 mm. Para Mato Grosso do Sul, a previsão é ainda mais preocupante, com volumes de chuva inferiores a 10 mm ou até mesmo a ausência total de precipitações em grande parte do estado até o dia 5 de maio.