Um homem de 56 anos foi sentenciado a 28 anos de prisão pelo assassinato de Roberto Cornélio de Almeida, de 39 anos, que foi morto a golpes de foice em uma propriedade rural localizada em Rosário do Ivaí, no Vale do Ivaí, na região Noroeste do Paraná. O Tribunal do Júri de Grandes Rios deliberou sobre o caso e reconheceu o homicídio como triplamente qualificado.
O julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de Grandes Rios na quinta-feira, 1º de fevereiro de 2026, após um dia inteiro de debates. O Conselho de Sentença considerou o réu culpado e responsável pelo crime, que chocou a comunidade local.
O crime aconteceu na manhã do dia 16 de janeiro de 2026, na Estrada Urutu 2, enquanto Roberto realizava serviços de roçagem. A investigação realizada pela Polícia Civil de Faxinal revelou que o réu atacou a vítima com uma foice, e a motivação do crime foi ligada a uma disputa judicial pela posse de um sítio entre o acusado e sua ex-esposa.
A investigação ficou a cargo do delegado Ricardo Mendes, que, após coletar as evidências, determinou a prisão preventiva do réu em 22 de janeiro. Durante o inquérito, o homem alegou que agiu em legítima defesa, afirmando que Roberto o estava ameaçando e que ele apenas reagiu ao ataque.
No entanto, as provas coletadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) contradisseram a versão do acusado. A polícia constatou que Roberto estava de costas e usando um capacete no momento do ataque, e as ferramentas de trabalho estavam fixadas à motocicleta da vítima. Além disso, a foice utilizada no crime foi encontrada a cerca de 300 metros do local onde o réu disse que estava trabalhando.
Com as evidências apresentadas durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal do réu, resultando na condenação de 28 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. O acusado permaneceu detido desde sua prisão preventiva até a realização do Tribunal do Júri.