A Assembleia Legislativa do Paraná promoveu uma audiência pública na quarta-feira (13) para celebrar os 30 anos do Movimento Negro Unificado do Paraná (MNU/Paraná). A iniciativa, proposta pelo deputado Renato Freitas (PT), contou com a participação de diversas instituições e representantes da sociedade civil, com o objetivo de ampliar o debate sobre o racismo estrutural e a Promoção da Igualdade Racial.
Durante o evento, o deputado Renato Freitas enfatizou a importância da memória e da luta por justiça e reparação. Ele relembrou a origem do movimento, que surgiu em Curitiba após o assassinato de Carlos Adilson Siqueira, um homem negro, em 1996, por motivação racial. O deputado ressaltou que a data da audiência coincide com o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, que também é lembrado em 13 de maio, dia da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 1888.
A deputada federal Carol Dartora (PT) destacou que o MNU é um dos movimentos mais significativos na luta contra o racismo no Brasil. Ela ressaltou que o dia 13 de maio é uma oportunidade importante para refletir sobre a desigualdade racial, afirmando que a abolição não garantiu a inclusão efetiva da população negra na sociedade. Dartora expressou a necessidade de lutar por justiça social e melhores condições de vida para a população negra.
Dalzira Maria Aparecida, liderança religiosa conhecida como “Iyagunã”, também participou do evento e reiterou a relevância do MNU e do movimento social como um todo. Ela mencionou que a luta pela Igualdade Racial é desafiadora e requer estratégias eficazes para promover mudanças significativas na sociedade.
A audiência pública ocorreu no Auditório Legislativo e foi marcada por discussões sobre as conquistas do movimento, além dos desafios que ainda persistem em relação à Discriminação Racial e à Letalidade Policial. O evento foi um espaço para relembrar a história e os avanços na luta pelos direitos da população negra, mas também para reafirmar a necessidade de um compromisso contínuo com a Igualdade Racial no Brasil.