Cientista é preso por tentativa de envenenamento de colega em laboratório nos EUA

Makoto Kuroda, de 41 anos, confessou ter tentado envenenar um colega com clorofórmio na Universidade de Wisconsin, motivado por inveja e descontentamento com a promoção do amigo.
Foto: Foto: Reprodução
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Um episódio alarmante ocorreu na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, quando o cientista Makoto Kuroda, de 41 anos, foi preso após confessar que tentou envenenar um colega do Instituto de Pesquisa de Influenza. O ato criminoso envolveu a adulteração da garrafa de água da vítima com clorofórmio, uma substância altamente perigosa.

A motivação por trás do crime parece ter sido uma combinação de inveja e frustração. Kuroda revelou que ficou enfurecido com a recente promoção do colega e com o fato de ele não seguir normas básicas de segurança no laboratório, como o uso de jaleco e óculos de proteção. As autoridades indiciaram o cientista por colocar a segurança do colega em risco e por adulterar produtos com a intenção de causar danos.

O incidente teve início no dia 5 de abril, quando a vítima, identificada pelas iniciais TM, percebeu um odor estranho emanando de sua mesa. Ele chegou a beber um gole de água antes de cuspir imediatamente, ao sentir um gosto químico peculiar. No dia anterior, já havia notado algo incomum, mas não suspeitou que se tratava de um crime.

Além da água contaminada, os sapatos de laboratório de TM também apresentavam um forte odor de produtos químicos. Após testes, foi confirmado que a água continha uma quantidade significativa de clorofórmio, que estava acessível a todos os funcionários do Instituto de Pesquisa. Apesar do contato com a substância, a vítima não apresentou sinais de doença, embora as tiras de teste iniciais não tenham conseguido medir com precisão a concentração do veneno.

A revelação do crime ocorreu em 10 de abril, quando Kuroda se aproximou da vítima e confessou, dizendo apenas: “Eu fiz isso”. Ele também admitiu o ato a uma funcionária sênior e a seus supervisores, explicando os motivos que o levaram a tal atitude. O cientista e a vítima eram amigos próximos, mas se distanciaram recentemente por razões ainda não esclarecidas. Kuroda alegou que a mudança de comportamento do colega após sua promoção, em conjunto com pequenas infrações a regras internas, desencadeou sua ação violenta.