Centro de Curitiba vai dar uma repaginada

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O programa Curitiba De Volta ao Centro recebeu 47 propostas para a revitalização de imóveis e espaços da região central de Curitiba. Os projetos apresentados somam R$ 283 milhões em investimentos, com R$ 80,9 milhões solicitados em subvenções da Prefeitura.

O balanço foi apresentado pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, durante a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026 na Câmara Municipal de Curitiba.

Entre as propostas estão projetos de habitação, hotelaria, comércio e serviços, gastronomia e economia criativa. Do total, 27 são intervenções globais, que preveem a requalificação completa dos imóveis.

Nesse grupo, sete projetos têm previsão de uso hoteleiro, 13 são destinados ao comércio e cinco à habitação. Os empreendimentos habitacionais representam 288 unidades previstas.

Outras 20 propostas envolvem intervenções no térreo de imóveis que já possuem atividades comerciais. São nove projetos ligados à gastronomia e alimentação, oito de comércio e serviços, dois de economia criativa e um de assistência social.

As propostas estão em análise pela comissão técnica da Prefeitura. Segundo Puppi, a avaliação deve ser concluída até o fim de outubro.

O edital de subvenção foi lançado com orçamento de R$ 30 milhões e abrange uma área de aproximadamente 5,1 quilômetros quadrados. A iniciativa faz parte do programa Curitiba De Volta ao Centro, criado para estimular a reocupação de imóveis, a instalação de novos negócios e o aumento da oferta de moradias na região.

A Prefeitura prevê o reembolso de até 25% dos custos de retrofit para intervenções globais. No caso de estabelecimentos comerciais localizados no térreo, com acesso direto à rua, a subvenção pode chegar a 50% dos custos da obra.

Os projetos são avaliados a partir de critérios como aderência ao programa, impacto social e econômico, sustentabilidade e melhorias no espaço urbano. Também entram na análise a geração de empregos, a criação de moradias, especialmente unidades de habitação acessível, o uso misto dos imóveis e a adoção de soluções sustentáveis.

Entre as chamadas “gentilezas urbanas” consideradas estão melhorias em calçadas, iluminação, mobiliário, áreas de convivência, arborização, conforto térmico e estruturas que favoreçam a circulação de pedestres.

O programa municipal estabelece ainda regras para a manutenção dos usos previstos após a conclusão das obras. Para projetos de comércio ativo, a permanência mínima é de três anos. Nas intervenções globais, o prazo chega a dez anos.

No caso das unidades habitacionais, o edital restringe modelos de ocupação destinados à hospedagem de curta duração. A regra busca preservar a finalidade residencial dos imóveis beneficiados.

Os projetos também estarão sujeitos a acompanhamento técnico, transparência e prestação de contas. O descumprimento das regras pode resultar em sanções, incluindo multas e devolução dos recursos públicos.

O programa contempla o Setor Especial da Região Central (Serc), que reúne áreas de intervenção urbana e cultural. Entre elas estão o Setor de Baixa Emissão, o Setor Histórico de Baixa Emissão, o entorno da Rodoferroviária e do Mercado Municipal e eixos prioritários do Centro.

Também estão incluídos trechos como o Calçadão da Rua XV de Novembro, os eixos Barão-Riachuelo e Teatro Guaíra-São Francisco-Jaime Reis, além da Rua Saldanha Marinho. A estratégia municipal prevê ações voltadas a moradia, comércio, serviços, turismo, gastronomia, cultura e economia criativa.

Em agosto, a Prefeitura firmou uma parceria com a Caixa Econômica Federal para apoiar a gestão das subvenções. A instituição deverá auxiliar na análise dos custos, no acompanhamento das obras e na transferência dos recursos aos beneficiários conforme o cumprimento das etapas previstas.

Na ocasião, a Prefeitura informou que as 47 propostas representavam R$ 268 milhões em investimentos e R$ 77 milhões em pedidos de subvenção. Os números apresentados posteriormente por Puppi, no balanço fiscal, foram atualizados para R$ 283 milhões em projetos e R$ 80,9 milhões em subvenções solicitadas.

Durante a apresentação na Câmara, Vitor Puppi também fez um balanço do primeiro ano da Pars, empresa municipal voltada à estruturação de projetos e parcerias.

Além do programa de revitalização do Centro, a empresa trabalha com o BNDES nos estudos para o enterramento de fios e cabos aéreos em Curitiba. A previsão divulgada pela Pars é de estudos para uma estrutura que envolve cerca de 120 quilômetros de rede e investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão.

A Pars também estrutura uma carteira de 12 projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), que, segundo Puppi, deve ser apresentada ao mercado até o fim do ano.

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Fonte:Paraná Jornal