Cego é preso após esfaquear irmão em defesa da mãe em Ponta Grossa

Um homem de 46 anos foi detido após ferir o irmão de 34 anos com uma faca durante uma discussão familiar em Ponta Grossa, Paraná. O agressor alegou que agiu para proteger a mãe durante a briga.

Na noite de quarta-feira (22), um homem de 46 anos foi preso em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após esfaquear o próprio irmão durante uma discussão familiar. O incidente ocorreu na Rua Salvador de Mendonça, localizada na Vila Cristina, no bairro Nova Rússia.

O suspeito, que possui deficiência visual e utiliza tornozeleira eletrônica em razão de uma condenação anterior por homicídio, declarou que sua ação foi motivada pela necessidade de defender a mãe durante a briga. Ele relatou à Polícia Militar (PM) que o irmão, de 34 anos, apresentava comportamento agressivo, quebrando objetos na casa e ameaçando a mãe.

A mãe dos envolvidos corroborou a versão do filho, afirmando que ele agiu para protegê-la. Ela explicou que seu outro filho, diagnosticado com esquizofrenia, frequentemente apresenta episódios de agressividade que complicam o convívio familiar e que é difícil de controlar.

O homem ferido sofreu uma perfuração no pulmão e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado grave. De acordo com o médico que o atendeu, o golpe atingiu a região do abdômen. Após ser estabilizado, ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Ponta Grossa.

A mãe ainda mencionou que o filho ferido já havia sido internado no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), mas a família não conseguiu mantê-lo sob cuidado. Ela também destacou que ele havia interrompido o uso dos medicamentos prescritos devido aos efeitos colaterais, que incluíam sonolência e interferência em seu trabalho.

O homem de 46 anos permaneceu no local do crime durante toda a ocorrência e colaborou com a equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT). Após ser detido, ele foi levado à 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, onde prestou depoimento. A Polícia Civil investiga o caso, analisando se a ação do suspeito pode ser caracterizada como legítima defesa de terceiros.