Caso Daniel: Justiça determina indenização à filha da vítima e pensão mensal de Edison Brittes. –
A Justiça do Paraná determinou que os envolvidos na morte de Daniel Corrêa Freitas paguem indenização à filha do jogador. Edison Brittes foi condenado ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais, enquanto David Willian, Ygor King e Eduardo Henrique precisam pagar R$ 50 mil cada um. Já Allana e Cristiana Brittes foram condenadas a pagar R$ 20 mil cada uma. A decisão é da 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.
De acordo com a decisão da Justiça, Edison Brittes, condenado a mais de 42 anos de prisão, também terá que pagar uma pensão mensal correspondente a 2/3 dos rendimentos líquidos que Daniel recebia na época do crime, além da indenização. As informações são da Ric RECORD.
O condenado fica responsável pelo pagamento da pensão desde outubro de 2018, quando Daniel foi brutalmente assassinado, até quando a filha da vítima completar 25 anos de idade. Atualmente, a menina tem nove.
Além disso, a Justiça também determinou que todas as parcelas atrasadas sejam pagas de uma única vez, com correção monetária e juros.
Outros envolvidos também precisam pagar indenização
Os outros envolvidos na morte de Daniel também serão responsabilizados no âmbito Cível, de acordo com o grau de participação de cada um deles no crime reconhecido pela Justiça.
David Willian Vollero da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva deverão pagar R$ 50 mil cada um à filha do jogador. Segundo a decisão, mesmo absolvidos na esfera criminal, ficou comprovado na esfera cível que os três participaram das agressões contra o jogador.
Cristiana Rodrigues Brittes, esposa de Edison na época do crime, e Allana Brittes, filha de Edison, foram condenadas a pagar R$ 20 mil cada uma. A Justiça entendeu que as condutas de mãe e filha contribuíram para fraude processual, ocultação da verdade e aumento do sofrimento da família do jogador.
“Amparo definitivo”, diz advogada sobre decisão
Segundo a advogada da filha da vítima, Giuliana Pitthana, a decisão é importante para a família de Daniel Corrêa.
“Eu avalio como uma decisão extremamente importante e impecável da 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais porque ela veio trazer amparo definitivo à filha do Daniel”, afirmou.
A decisão ainda aponta que bens da família Brittes permanecem vinculados ao processo como garantia de uma futura execução, ou seja, se os pagamentos não acontecerem a Justiça pode pedir a penhora do patrimônio.
A Banda B tenta contato com as defesas para posicionamento. Caso haja algum retorno, a reportagem será atualizada.
Defesa de Edison Brittes
Em nota à Banda B, a defesa de Edison Brittes, o advogado Carlos Vinicius Javorski afirmou que os “valores fixados não consideraram adequadamente alguns elementos objetivos apresentados nos autos”. Leia nota da defesa de Edison Brittes na íntegra:
“O processo tramita sob segredo de justiça, razão pela qual não serão divulgados detalhes sobre seu conteúdo.
É possível informar, contudo, que foram opostos Embargos de Declaração contra a sentença, pois a defesa entende que os valores fixados não consideraram adequadamente alguns elementos objetivos apresentados nos autos.
Edison Brittes está ciente de sua responsabilidade, mas exercerá plenamente seu direito de defesa e utilizará os recursos processuais cabíveis para que os valores sejam definidos de forma justa, proporcional e em conformidade com a legalidade.
A defesa continuará se manifestando exclusivamente pelos meios processuais adequados, com respeito às partes envolvidas e às determinações judiciais de sigilo.”
Fonte:A Rede PG