Carlos Viana critica suspensão da quebra de sigilo de Roberta Luchsinger e promete seguir firme

O senador Carlos Viana criticou a decisão de Flávio Dino sobre a suspensão da quebra de sigilo de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Ele reafirmou que a CPMI não desistirá da investigação.
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O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, criticou a decisão do ministro Flávio Dino de suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Viana considerou a decisão "minimamente estranha" e afirmou que a comissão continuará a investigar. "Estão tentando de todas as maneiras nos parar, mas nós vamos lutar até o fim", declarou Viana.

O senador mencionou que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, solicitou mais alguns dias para se pronunciar sobre a prorrogação da CPMI. Caso não haja uma resposta até a próxima semana, Viana planeja entrar com um mandado de segurança. Ele destacou a importância dos documentos obtidos através das quebras de sigilo para a elaboração do relatório da comissão.

Viana também se referiu à prisão de Vorcaro, embora tenha se limitado a informações em sigilo, afirmando que a CPMI está acompanhando as investigações. Ele ressaltou que a comissão e a Polícia Federal estão trabalhando em paralelo, porém a CPMI não tem acesso a informações do inquérito em andamento.

A suspensão da quebra de sigilo foi determinada por Flávio Dino, que concordou com a defesa de Roberta e identificou violação do devido processo constitucional na votação da CPMI. O ministro estipulou que, caso os dados já tenham sido disponibilizados, estes devem permanecer sob sigilo na presidência do Senado até que o STF julgue o mérito da ação.