O ex-treinador da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, mostrou sinais de evolução em seu quadro clínico após um procedimento de cauterização realizado no último sábado, com o objetivo de conter um sangramento nasal. De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (30), o paciente apresenta estabilidade, respira naturalmente com auxílio de oxigênio e não requer mais aparelhos de ventilação.
Internado desde 16 de junho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Parreira segue sob cuidados intensivos devido a um quadro de inflamação pulmonar. A equipe médica informa que ele está lúcido e desperto, porém permanece sob monitoramento contínuo.
O ex-treinador, que conquistou a Copa do Mundo de 1994 como técnico e fez parte da comissão técnica no tricampeonato de 1970, está sob acompanhamento do pneumologista intensivista Arthur Vianna e de uma equipe multidisciplinar. Apesar das melhoras observadas, ainda não há previsão para sua alta da UTI.
Desde 2023, Parreira enfrenta um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Após um período de remissão, o tratamento oncológico precisou ser reiniciado em 2025 devido ao retorno da doença.
Em sua carreira, além dos títulos conquistados com a seleção brasileira, ele também treinou clubes como Fluminense, Corinthians, São Paulo, Santos e Atlético-MG, além de ter dirigido seleções em Copas do Mundo, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e África do Sul.