Cão especializado do Paraná auxilia na detecção de vestígios de sangue

Raman, um pastor-belga, atua nas perícias da Polícia Científica do Paraná, demonstrando eficiência na localização de vestígios de sangue em cenas de crime. Desde 2023, ele já participou de 11 investigações, apresentando resultados positivos em todas.
Foto: relogio
Foto: relogio

Um novo aliado no campo das perícias policiais no Paraná é Raman, um cão da raça pastor-belga, que se destaca pela capacidade de detectar vestígios de sangue, mesmo em quantidades mínimas. Desde sua introdução nas investigações, Raman se tornou um recurso inovador e altamente eficaz, sendo o segundo cão no Brasil treinado para essa função. Até o momento, ele atuou em 11 locais de crime, contribuindo positivamente em todas as situações.

Viviane Zibe, perita oficial da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e uma das responsáveis pelo treinamento de Raman, ressalta a eficiência do animal em ambientes de GRANDES dimensões. O cão é capaz de localizar manchas de sangue que podem ser pequenas ou até mesmo ocultas, um desafio que torna a detecção visual por parte dos peritos bastante difícil. "O ambiente pode ser muito amplo e, às vezes, os vestígios já foram limpos, dificultando a identificação visual", explica a perita.

O funcionamento do trabalho de Raman é simples, mas eficaz. O cão atua como um direcionador para a perícia, sinalizando pontos específicos onde há a presença de sangue. A partir dessa indicação, o perito pode aplicar técnicas adicionais, como o uso de reagentes ou a coleta de amostras para análise laboratorial. Quando objetos, como roupas ou armas, são identificados, eles são enviados para exames em laboratório de genética.

O uso de Raman se torna indispensável em situações onde a intervenção humana apresenta limitações. O processo se inicia com uma solicitação da Polícia Civil ao perito responsável, que, diante de cenários complexos, pede o auxílio do cão. O desempenho do animal tem sido notável, apresentando um índice de acerto total em suas buscas, que incluem veículos e residências. Em uma das análises realizadas em quatro carros, Raman indicou corretamente a presença de sangue em um deles, confirmação que foi posteriormente validada.

Em um caso específico, a perita relata que Raman localizou vestígios em um sofá fora da casa, mesmo em meio a árvores que dificultavam a visualização do perito. O cão seguiu o rastro do odor, encontrando, em uma área distante, as roupas da vítima. O material coletado foi enviado para análise, onde a presença de sangue foi confirmada, evidenciando a importância do cão em locais de difícil acesso.

O treinamento de Raman começou em 2023 e tem sido um processo contínuo e rigoroso. Inicialmente, o cão passou por etapas de obediência e adaptação para garantir controle em campo. Em seguida, o treinamento evoluiu para a detecção de sangue, com fases que incluíram exposição ao odor e identificação em estímulos controlados. Por fim, o cão foi condicionado a realizar buscas em ambientes variados, mesmo em situações onde os vestígios estavam ocultos.