Canadá convida árbitro deportado dos EUA para a Copa do Mundo de 2026

O árbitro Omar Artan, deportado dos EUA, receberá convite do Canadá para apitar jogos na Copa do Mundo de 2026. Convite foi feito pelo primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby.
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Após ser deportado dos Estados Unidos e ter seu visto negado, o árbitro Omar Artan recebeu um convite do Canadá para apitar partidas da Copa do Mundo de 2026, evento que será co-sediado pelo México e pelos EUA. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, formalizou o convite ao árbitro somali nesta terça-feira (9), permitindo que Artan faça parte da arbitragem na cidade de Vancouver, que sediará sete jogos do torneio.

O árbitro, de 32 anos, buscou diversas maneiras de participar da Copa do Mundo, incluindo a obtenção de um passaporte diplomático com o apoio da embaixada da Somália nos Estados Unidos. Apesar de seus esforços, Artan teve seu visto negado e não conseguiu entrar no país, o que o impediu de apitar no evento.

Reconhecido como um dos árbitros de destaque na África, Omar Artan apitou a final da Liga dos Campeões da África em 2025, em um confronto entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. Artan é respeitado por sua postura firme e pela capacidade de deixar o jogo fluir, características que o tornaram uma figura importante na arbitragem do continente. Recentemente, ele foi eleito o melhor árbitro africano pela CAF (Confederação Africana de Futebol).

Ao ser barrado de participar da Copa do Mundo, Omar Artan expressou sua frustração. Ele foi interrogado por mais de 11 horas na entrada dos EUA e declarou: "Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo", conforme divulgado por notícias relacionadas ao tema.

Além de Omar Artan, outros países também enfrentam dificuldades logísticas para participar da Copa do Mundo. Recentemente, a seleção iraquiana teve problemas semelhantes, com o fotógrafo Talal Salah detido por 13 horas e proibido de ingressar nos EUA. O atacante Aymen Hussein também relatou ter sido interrogado por 7 horas ao chegar ao país, sendo descrito por uma agência de notícias como tendo sido "tratado como terrorista" na América do Norte.

A seleção do Irã, que vivencia uma complexa relação diplomática com os EUA, também teve suas dificuldades. A equipe, inicialmente programada para ficar em Arizona, agora permanecerá em Tijuana, no México, após a FIFA aprovar essa mudança. Essa decisão foi tomada para minimizar qualquer tipo de controvérsia, e a seleção terá que sair dos Estados Unidos após cada partida. O Irã jogará contra Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles e enfrentará o Egito em Seattle, fechando a fase de grupos da competição.