Caminhoneiros decidiram não realizar uma paralisação nacional devido ao aumento no preço do óleo diesel e deram um prazo de sete dias ao governo federal para concluir as negociações sobre os pontos pendentes da categoria. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, irá receber representantes dos caminhoneiros na próxima quarta-feira (25).
O diesel teve um aumento de mais de 20% nas últimas três semanas, influenciado pela guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, que elevou o valor do barril de petróleo. O governo tentou conter a alta ao isentar o PIS e o Cofins sobre o diesel e anunciou uma subvenção para produtores e importadores, mas as medidas foram consideradas insuficientes.
A decisão de não realizar a greve foi tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos. Apesar disso, o estado de greve permanece, e uma nova avaliação sobre a paralisação será feita na próxima semana. O presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) afirmou que, se o governo não atender às demandas, uma greve poderá ocorrer.
A publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, que endurece as regras para descumprimento dos pisos de frete no transporte rodoviário, afasta, por enquanto, o risco de greve. A MP prevê multas que podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para os contratantes que não respeitarem o piso do frete. Entidades ligadas aos caminhoneiros expressaram apoio à MP e a paralisação está suspensa até nova reunião com o governo.