Câmara de Curitiba analisa proposta que limita cargos a mulheres biológicas

Projeto de resolução, conhecido como 'Anti-Erika Hilton', define que apenas mulheres biológicas podem ocupar funções na Procuradoria da Mulher. Matéria está pronta para votação.
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A Câmara Municipal de Curitiba irá avaliar um projeto de resolução intitulado 'Anti-Erika Hilton'. Esta proposta, de autoria do vereador Guilherme Kilter, estabelece que o sexo biológico feminino é um requisito para ocupar funções na Procuradoria da Mulher.

O projeto, que precisa do apoio de pelo menos um terço dos parlamentares para avançar, alcançou o mínimo de 13 assinaturas necessárias na manhã desta sexta-feira (27). Com isso, a matéria está apta para discussão e votação no plenário.

O nome 'Anti-Erika Hilton' refere-se à deputada federal Erika Hilton, uma mulher trans que assumiu a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Kilter defende que cargos criados para mulheres devem ser ocupados apenas por mulheres biológicas, afirmando ser uma questão óbvia que precisa ser explicitada.

O texto do projeto ressalta que, apesar de mudanças sociais, o Parlamento deve atuar para manter as normas de representação institucional. A proposta recebeu adesão significativa dos vereadores, com as últimas assinaturas registradas na manhã de sexta-feira, incluindo os vereadores Fernando Klinger e Toninho da Farmácia.