Em setembro de 1978, o Aeroporto de Foz do Iguaçu tornou-se palco de um espetáculo de tecnologia a serviço da soberania nacional. O terminal recebeu três Mirage III, caças supersônicos da FAB, em uma visita que mostrou a força e a modernidade militar da época. As aeronaves, da 1.ª Alada, sediada em Anápolis, pousaram com leve atraso e impressionaram o público com o procedimento de pouso, que incluía o acionamento de um paraquedas de frenagem na cauda para parar com segurança na pista.
A visita das máquinas serviu como vitrine da modernidade militar da época e demonstrou a complexidade necessária para manter uma esquadrilha supersônica em operação. Além dos supersônicos, a operação contou com o apoio logístico de um avião Búfalo, responsável pelo transporte de equipes, armamentos e veículos. A ação demonstrou, na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai, a importância da região das Três Fronteiras para a segurança e a soberania nacional.
A presença dos Mirage III em Foz do Iguaçu carregou um peso geopolítico, com informações extraoficiais de que o Ministério da Aeronáutica estudava a instalação de uma base aérea permanente na cidade. O projeto incluiria aparelhagem sofisticada de rastreamento aéreo, justificada pela importância crescente da região das Três Fronteiras e pelo valor estratégico que a cidade passaria a assumir com a construção da Itaipu Binacional.
O Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras, com acesso público e gratuito. A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953, e é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio.