Busca por desaparecidos em desabamento de prédio em São Paulo chega a 32 horas

Após o desabamento de um prédio em obras na Penha, três pessoas continuam desaparecidas. O Corpo de Bombeiros segue com as buscas na manhã deste domingo (13), enquanto autoridades investigam as causas do incidente.
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O Corpo de Bombeiros de São Paulo segue em operação para localizar três pessoas que permanecem soterradas nos escombros de um prédio que desabou na Penha, na zona leste da cidade. O incidente ocorreu na madrugada de sábado (12), por volta das 2h, e resultou em cinco vítimas encontradas até o momento, sendo três delas fatais.

Entre os mortos, estão duas mulheres, uma delas grávida, e um homem. Além dessas vítimas, uma criança e outro homem foram resgatados com ferimentos leves e encaminhados a hospitais da região. A busca por sobreviventes já ultrapassa 30 horas e, neste domingo (13), as equipes de resgate continuam mobilizadas no local.

O desabamento aconteceu na Rua Tequici, onde o prédio em construção desabou sobre uma residência que abrigava famílias de origem boliviana. Para as operações de resgate, 22 viaturas e 70 agentes do Corpo de Bombeiros foram mobilizados, além de um cão de busca e salvamento. As equipes utilizam maquinário especializado para auxiliar na remoção de escombros.

A obra do prédio em questão era realizada pela construtora New Home. Alexandre Sampi, advogado da empresa, informou que a construção possuía alvará e estava regular. Ele destacou que a construtora está oferecendo todo o apoio necessário às vítimas e que apenas um laudo técnico poderá esclarecer as causas do desabamento.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, visitou o local e confirmou que a construção tinha autorização para 11 pavimentos. Ele mencionou que uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 havia permitido a continuidade da obra, após a certificação de que uma demolição necessária tinha sido concluída. No entanto, Nunes declarou que a demolição não foi realizada e anunciou que a funcionária da subprefeitura responsável pela vistoria será investigada. Ele também afirmou que os responsáveis pela construtora enfrentarão consequências legais.