Brasil envia resposta à Itália sobre extradição de Carla Zambelli

Na quinta-feira (25), o Brasil apresentou à Itália informações sobre as exigências para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, após condenações no Supremo Tribunal Federal.
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O Brasil formalizou na quinta-feira (25) uma resposta à Itália a respeito das exigências para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou na Corte Suprema de Cassação da República Italiana informações fornecidas pelo Supremo Tribunal Federal sobre garantias solicitadas pela Justiça italiana para o processo de extradição, além da validade da condenação imposta pela suprema corte brasileira.

De acordo com a nota divulgada, a manifestação foi elaborada em um esforço coordenado do Estado brasileiro em questões de cooperação jurídica internacional. Esse trabalho envolveu a AGU, por meio da Procuradoria Nacional da União de Assuntos Internacionais (PNAI), e contou com a colaboração da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e do Ministério das Relações Exteriores.

O comunicado ressalta que a posição do Estado brasileiro está alinhada com os parâmetros do Tratado de Extradição firmado entre o Brasil e a Itália, além das normas internacionais pertinentes à cooperação jurídica em matéria penal. Entretanto, devido ao regime de confidencialidade, não foi possível divulgar o conteúdo da manifestação ou discutir detalhes específicos sobre o mérito do caso ou as estratégias processuais.

Na terça-feira (23), o ministro Gilmar Mendes, do STF, encaminhou à AGU informações relacionadas a dois processos envolvendo Zambelli. A ex-deputada foi condenada em maio de 2025 pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Após essa condenação, Carla Zambelli deixou o Brasil, passando por Buenos Aires, na Argentina, e seguindo para a Flórida, nos Estados Unidos, antes de chegar à Itália em junho do mesmo ano.

Assim que chegou à Itália, Zambelli foi incluída na lista de difusão da Interpol. Em agosto, o STF a condenou a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, devido a um incidente em que ela perseguiu um homem armado nas ruas de São Paulo, próximo às eleições de 2022. Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes do STF revogou a decisão da Câmara dos Deputados que mantinha o mandato de Zambelli, que posteriormente renunciou ao cargo.