A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele receba assistência religiosa na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O político cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista.
A liberdade religiosa constitui direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal. Tal garantia abrange não apenas a preservação das convicções pessoais, mas também o pleno exercício da fé, mediante acompanhamento espiritual prestado por ministros religiosos de confiança do assistido.
Bolsonaro recebia acompanhamento espiritual semanal no período em que esteve em prisão domiciliar. Conforme a defesa, não houve qualquer registro de incidente, prejuízo institucional ou perturbação da ordem pública durante as rezas na casa do ex-presidente.
O ex-presidente pediu assistência religiosa de dois políticos: o ex-deputado federal e bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, e o deputado distrital e pastor Thiago Manzoni (PL).