Banco de Brasília é implicado em fraudes de R$ 12 bilhões com Banco Master, diz PF

A Polícia Federal investiga a participação do Banco de Brasília em fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, totalizando R$ 12 bilhões. Relatório revela que BRB não foi vítima, mas atuou deliberadamente nas operações fraudulentas.
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A Polícia Federal (PF) está investigando a participação do Banco de Brasília (BRB) em fraudes que somam R$ 12 bilhões, envolvendo o Banco Master. Segundo as informações obtidas pela PF, o BRB adquiriu carteiras fraudulentas, o que indica que não é uma mera vítima nas ações do banqueiro Daniel Vorcaro.

Em abril, a PF apresentou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça um relatório confidencial que fundamenta o pedido de prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A acusação contra Costa envolve a aceitação de propina no valor de R$ 146 milhões, pagos em imóveis.

O relatório da PF revela que o BRB estava ciente das suspeitas de fraudes desde o início das transações, que ocorreram no segundo semestre de 2024. Apesar disso, a instituição decidiu continuar suas operações fraudulentas, ignorando alertas e evidências de irregularidades.

As investigações contam com uma série de provas, incluindo depoimentos de dirigentes do banco, documentos apreendidos, relatórios financeiros e dados extraídos de celulares dos envolvidos. O relatório afirma que "os depoimentos indicam que o BRB não foi vítima da estratégia fraudulenta do Banco Master".

Além disso, os gestores do BRB foram acusados de não seguir a devida diligência na gestão de contratos, mantendo as operações mesmo após a confirmação de descumprimentos contratuais e a inexistência de documentos que comprovassem a regularidade das transações.

Uma auditoria interna do BRB revelou que o Banco Master utilizava carteiras com informações falsas, como e-mails e idades fictícias. A PF teve acesso a essas informações após a apreensão de documentos na Operação Compliance Zero. Vale destacar que a gestão de Paulo Henrique Costa nunca havia compartilhado a investigação com a polícia.