Ave Sangria é anistiada após mais de 50 anos de censura durante a ditadura militar

A banda Ave Sangria, de Pernambuco, foi anistiada após ter seu disco de estreia censurado em 1974. O estado brasileiro pediu desculpas e concedeu pensão vitalícia.
Foto: 1 de 1 Foto colorida dos membros da banda Ave Sangria - Foto: Reprodução/I
Foto: 1 de 1 Foto colorida dos membros da banda Ave Sangria - Foto: Reprodução/I

A banda pernambucana Ave Sangria foi oficialmente anistiada mais de 50 anos após ter seu disco de estreia, lançado em 1974, censurado durante a ditadura militar. A decisão foi tomada pela Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos na última quinta-feira (26/3).

A medida representa um reconhecimento formal do estado brasileiro, que pediu desculpas aos músicos e determinou o pagamento de uma pensão mensal e vitalícia de R$ 2 mil. Os integrantes também receberão valores retroativos, que ainda estão em fase de cálculo.

O objetivo da anistia é reparar os danos causados pela interrupção forçada da trajetória da banda, que vivia um momento de ascensão e acabou sendo desarticulada devido à censura. A canção Seu Waldir, uma das principais do grupo, se tornou um símbolo da repressão enfrentada na época.

Após anos, a banda Ave Sangria retomou suas atividades e, em 2019, lançou o álbum Vendavais.