A Polícia Civil confirmou que as mortes de Glaucia Pinheiro Martins de Oliveira, de 33 anos, e Cristiano Aparecido de Oliveira, de 45, ocorridas na manhã desta terça-feira (1º) em Jandaia do Sul, são tratadas como feminicídio seguido de suicídio.
Segundo a delegada Kethilin Schwingel Iurino, responsável pelo caso, o autor do crime não aceitava o fim do relacionamento. Ele mandava mensagens por meio do PIX para a ex-mulher, desrespeitando medida protetiva determinada pelo Judiciário. A filha do casal, de 14 anos, presenciou o ato e sofreu ferimentos superficiais ao tentar intervir.
A medida protetiva estava em vigor desde o final de julho devido a um histórico de violência psicológica, segundo as investigações. Apesar de não haver registros anteriores de agressão física, Cristiano descumpria a ordem judicial de forma insistente. “Ele (autor do crime) insistiu em falar com ela por meio de áudios enviados para a filha, querendo reatar o relacionamento.
Também mandava Pix e na descrição, de um centavo, colocava algumas mensagens de que ela acabou com a vida dele e relembrando o relacionamento”, explicou a delegada.
O estopim para o crime ocorreu na segunda-feira (31), véspera das mortes. Cristiano foi intimado oficialmente sobre um novo inquérito gerado pelo descumprimento da medida protetiva e sobre o pagamento de pensão alimentícia. “Acho que foi a gota d’água para ele esses recebimentos da Justiça. Ele não aceitava o fim do relacionamento, então tudo ele questionava”, revela a delegada.
Na manhã do crime, a irmã do autor percebeu o seu comportamento alterado a caminho do trabalho e foi buscar ajuda, mas Cristiano aproveitou o intervalo para invadir a casa de Glaucia. Após matar a ex-companheira, ele utilizou a mesma arma branca para cometer o suicídio.
A investigação também localizou um caderno com anotações feitas pelo autor na segunda-feira. No texto, ele pedia perdão aos pais e deixava orientações financeiras sobre os acertos de sua empresa para os filhos.
Com a morte do autor, a delegada esclarece que o inquérito policial será extinto porque o autor do crime cometeu o suicídio. Nos próximos dias, a Polícia Civil ouvirá formalmente a irmã de Cristiano e a filha adolescente para concluir o registro detalhado da dinâmica da invasão.
Com informações no Tnonline.
Fonte:A Rede PG