Ato em Foz destaca violência contra mulheres e busca por igualdade e direitos

Em Foz do Iguaçu, ato no Dia Internacional da Mulher reuniu mais de 200 pessoas para reivindicar direitos, paz e o fim da violência contra mulheres. Problemas como feminicídio e desigualdade foram abordados.
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A professora Madalena Ames, da APP-Sindicato, destacou que a democracia plena é inviável enquanto mulheres enfrentam desigualdade salarial, medo de sair de casa e falta de divisão de trabalho doméstico. O ato, realizado na Praça da Paz, em Foz do Iguaçu, no Dia Internacional da Mulher, contou com a presença de mais de 200 pessoas e 20 organizações sociais, sindicais e coletivos feministas.

Os participantes apontaram problemas como a sobrecarga da jornada de trabalho, a escalada da violência, incluindo estupros e feminicídios, e a carência de políticas públicas para as mulheres. A representante da Andes/Sesunila, Paula Fernandes, enfatizou a necessidade de creches e espaços educacionais, enquanto a aluna Amanda Ruiz Martinez abordou os desafios enfrentados por mulheres migrantes, ressaltando a importância do conhecimento sobre direitos.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que os feminicídios já superam os homicídios no país, com um aumento significativo de casos nos últimos anos. Em Foz do Iguaçu, foram registrados dois feminicídios em 2024 e três em 2025, o que evidencia a gravidade da situação.

O projeto Promotoras Legais Populares da Fronteira, vinculado à Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), busca capacitar mulheres em educação popular feminista. Coordenado pela professora Danielle Araújo, o projeto já formou cerca de 80 promotoras, visando proporcionar informação e suporte às mulheres nos bairros.