Um incidente grave ocorreu em um colégio particular de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde um adolescente de 13 anos foi ferido por um golpe de faca nas costas. O ataque aconteceu na manhã de sexta-feira, dia 21, durante o intervalo das aulas, e está sob investigação da Polícia Civil.
De acordo com as informações apuradas, o jovem de 14 anos que desferiu o golpe pegou a faca de uma área da cozinha que é restrita aos alunos. O ataque ocorreu no pátio do Colégio Itamarati, localizado no Jardim Irajá, na Zona Sul da cidade. A faca ficou alojada nas costas do adolescente, atingindo seu pulmão, o que exigiu que ele fosse levado a um hospital para cirurgia.
Em depoimento à Polícia Civil, a vítima relatou que a agressão foi motivada por episódios de bullying que vinha sofrendo de outros alunos. As humilhações estavam sendo perpetradas em um grupo de mensagens de aplicativo, formado por colegas de turma. O advogado que defende o jovem agressor, Daniel Rondi, mencionou que o adolescente possui transtorno do espectro autista e alegou que ele teria se armado com a faca para se defender de agressões que também teriam ocorrido no pátio da escola.
O Colégio Itamarati se manifestou em um comunicado no dia 22, afirmando que a faca utilizada no ataque não pertence à instituição e que a escola realiza ações de prevenção contra bullying e cyberbullying. A escola também destacou que as conversas analisadas no caso eram pontuais e não caracterizariam um padrão sistemático de bullying.
Após o ocorrido, as aulas do período da tarde de sexta-feira foram suspensas. O colégio informou que o aluno autor da agressão foi desligado e que as atividades escolares foram retomadas normalmente na segunda-feira, dia 24.
O jovem de 14 anos envolvido no incidente foi inicialmente encaminhado para a Fundação Casa, após a Polícia Civil registrar o caso como ato infracional análogo à tentativa de homicídio. No entanto, o Juizado da Infância e Juventude decidiu que ele responderá ao processo em liberdade. As circunstâncias do ataque e as alegações de humilhações anteriores ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.