Associação da PF pede poder para pedir suspeição de ministros do STF

Associados da Polícia Federal solicitam ao presidente da Câmara que seja incluído no direito de delegados de polícia recorrerem de decisões judiciais e arguir impedimento ou suspeição de autoridades que atuem em inquéritos policiais.
Foto: Carregando
Foto: Carregando

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) enviou ofício ao presidente da Câmara solicitando que a Casa inclua na legislação o direito de delegados de polícia recorrerem de decisões judiciais e arguirem impedimento ou suspeição de autoridades que atuem em inquéritos policiais.

O pedido é subscrito pela Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e surge em meio ao aumento da pressão interna na Polícia Federal após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master.

As entidades argumentam que, embora existam interpretações divergentes sobre a competência da autoridade policial, os episódios recentes evidenciam a necessidade de previsão em lei. Segundo o ofício, a PF teria buscado outros órgãos para tentar reverter a decisão, mas não teve sucesso.

As associações da PF e a Fenadepol solicitam que a previsão seja incorporada ao PL Antifacção ou apresentada por meio de proposta legislativa autônoma. As entidades defendem que seja assegurado, de forma expressa, que o delegado possa recorrer dos indeferimentos parciais ou totais dos pedidos e representações feitas ao Judiciário, no interesse da elucidação dos fatos, além de arguir impedimentos e suspeições de qualquer autoridade que atue no respectivo inquérito policial, havendo elementos suficientes para tanto.