A história da humanidade é marcada por revoluções e mudanças de regime, muitas vezes simbolizadas por ícones e falas que se perpetuam ao longo do tempo. Os símbolos têm um papel fundamental, representando força, esperança e liderança em diferentes contextos. Um exemplo notável é a origem de Portugal, quando Afonso Henriques, diante de adversidades, avistou a cruz de Cristo e ouviu uma voz divina que prometia a vitória em batalha. Esse evento não só unificou Portugal, como também fez da cruz um símbolo nacional que seria levado ao mundo.
Ao longo da história, figuras que se tornaram ícones, desde líderes políticos a personalidades religiosas, perpetuam suas imagens como símbolos de resistência e inovação. No entanto, governos autoritários frequentemente tentaram eliminar esses símbolos, buscando impor sua narrativa sobre a população. A lógica é simples: quanto menos representatividade um povo tiver, mais fácil será seu controle.
No dia 21, em Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro, uma ação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) trouxe à tona essa discussão. O vereador Rafael Satiê teve um quadro de Jair Bolsonaro apreendido sob a justificativa de que se tratava de “propaganda política exacerbada”. Essa situação gerou controvérsias, especialmente considerando que Jair Bolsonaro não é candidato no momento.
A decisão do TRE foi amplamente criticada, uma vez que não há respaldo legal que justifique tal apreensão. A ação parece ter sido uma tentativa do órgão de demonstrar autoridade, tentando eliminar um símbolo da direita: Jair Bolsonaro.
Contudo, essa estratégia de silenciamento acabou provocando uma reação contrária. Diversos candidatos, parlamentares e cidadãos comuns começaram a compartilhar imagens de Jair Bolsonaro em suas redes sociais, em um protesto contra a ação do TRE no Rio de Janeiro. A apreensão não apenas falhou em apagar o símbolo, mas também fortaleceu a crença das pessoas no que realmente representam.
Assim, fica evidente que, por mais que tentem controlar a narrativa, os símbolos e as crenças que representam não podem ser eliminados tão facilmente. A luta por representatividade e liberdade de expressão continua, e as ações repressivas tendem a ter o efeito oposto ao desejado.