A seleção italiana de futebol está sem técnico após a saída de Gennaro Gattuso, que pediu demissão na sexta-feira (3), logo após a eliminação na repescagem européia da Copa do Mundo. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou a rescisão do contrato em comum acordo. Gattuso estava no cargo há nove meses e tinha vínculo até junho.
A saída de Gattuso não é um caso isolado. O presidente da federação, Gabriele Gravina, também renunciou ao cargo. Gianluigi Buffon deixou a função de chefe de delegação, o que demonstra o impacto da eliminação na estrutura da seleção. A Itália, tetracampeã mundial, não se classifica para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.
A eliminação ocorreu durante a repescagem, onde a Itália empatou em 1 a 1 com a Bósnia-Herzegovina e perdeu por 4 a 1 nos pênaltis. O time saiu na frente com um gol de Moise Kean, mas a expulsão de Alessandro Bastoni permitiu a pressão da Bósnia, que empatou e garantiu a vaga após os pênaltis.
Desde o título mundial em 2006, o desempenho da Itália em competições internacionais caiu, com apenas uma vitória em fases finais de Copa do Mundo. A eliminação recente aumentou a pressão sobre a federação, levando a renúncias e a necessidade de uma reorganização para os próximos compromissos oficiais.