A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está em vias de aprovar até oito novas canetas emagrecedoras até o final de 2026. A expectativa da agência é que a ampliação da concorrência contribua para a redução dos preços, facilitando o acesso da população a esses medicamentos e enfraquecendo o mercado ilegal. Até o momento, das 24 canetas listadas no edital de priorização divulgado em agosto do ano passado, seis já obtiveram registro, enquanto cinco tiveram seus pedidos negados.
Atualmente, 13 solicitações de registro estão em fase de análise. Uma delas deve ter sua avaliação finalizada ainda neste mês, apresentando boas chances de ser aprovada. Adicionalmente, outros sete processos iniciados neste semestre devem ser concluídos até dezembro. Há ainda cinco pedidos que aguardam o início de avaliação, os quais deverão ser analisados nos próximos meses ou no começo de 2027.
As informações foram compartilhadas pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e outros diretores da agência em uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (4). Para otimizar o processo de análise, a Anvisa implementou um modelo que permite que equipes técnicas revisem simultaneamente diferentes pedidos de registro, aumentando a produtividade sem comprometer a rigorosidade técnica das avaliações.
Safatle destacou que o Brasil atualmente é o país com o maior número de canetas emagrecedoras regularizadas entre as principais agências reguladoras a nível internacional. Ele acredita que o aumento no número de fabricantes autorizados possibilitará uma oferta maior e, consequentemente, a diminuição dos preços no mercado.
"Ao ampliar a concorrência, promovemos a entrada de novos produtos que foram devidamente avaliados quanto à eficácia, segurança e qualidade pela Anvisa. Isso tende a facilitar o acesso dos consumidores e a reduzir a presença de produtos irregulares no mercado", afirmou Safatle.
A regularização é considerada uma estratégia essencial para combater o contrabando e a comercialização de canetas emagrecedoras não registradas. Em paralelo ao aumento da oferta de medicamentos legalizados, a Anvisa intensificou a fiscalização em farmácias de manipulação e distribuidoras.