O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que Jaques Wagner, líder do governo no Senado, atuava como um "interlocutor relevante em temas sensíveis" relacionados ao Banco Master. Essa afirmação foi feita no contexto da autorização da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que incluiu mandados de busca e apreensão direcionados a Wagner e ao executivo Augusto Lima.
Durante a investigação, um episódio ocorrido em março de 2025 chamou a atenção. Naquele período, o Banco de Brasília (BRB) estava em processo de compra do Banco Master, e Lima enviou uma mensagem a Wagner detalhando a operação. Na mensagem, Lima ressaltou: "Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!".
Essa comunicação, , sugere que Jaques Wagner não era apenas um receptor passivo de informações, mas sim um interlocutor ativo e relevante em discussões que envolviam o grupo econômico sob investigação. O ministro também observou que a frequência com que Lima abordava Wagner sobre assuntos referentes ao Banco Master indica uma relação que transcende o âmbito social, sendo funcionalmente direcionada.
Mendonça enfatizou que a constância desse intercâmbio de informações entre Wagner e Lima reforça a ideia de que o envolvimento de Wagner na situação é significativo. Para o ministro, a análise preliminar dos dados leva a concluir que a relação entre eles não é meramente social, mas possui implicações mais profundas no contexto da investigação.
A Operação Compliance Zero continua a investigar as conexões entre os envolvidos e a atuação do Banco Master, ressaltando a importância da colaboração entre as esferas pública e privada em temas sensíveis ao país. A situação permanece em desenvolvimento, com novas informações sendo aguardadas à medida que as investigações avançam.