Advogado de Lulinha solicita arquivamento de investigação com base em relatório da PF

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, utilizou um relatório da Polícia Federal para argumentar a favor do arquivamento das investigações que o envolvem. O documento, que levanta questões sobre a condução das apurações, foi divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes.
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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha, apresentou um pedido de arquivamento das investigações que o envolvem, fundamentando-se em um relatório da Polícia Federal (PF). O documento, que se refere ao tratamento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levanta suspeitas sobre a legitimidade das apurações realizadas até o momento.

Em uma nota divulgada na noite de sexta-feira (4), o advogado Guilherme Suguimori destacou que os relatórios da PF reforçam questionamentos já levantados previamente pela defesa a respeito da atuação da PF e do ministro Mendonça. Ele enfatizou que as informações contidas nos documentos evidenciam irregularidades na condução dos inquéritos, como ilegitimidade e direcionamento, que foram registradas pela própria estrutura investigativa.

Os documentos foram divulgados na última quinta-feira (5) pelo ministro Alexandre de Moraes e utilizados para incluir Mendonça em um inquérito sobre fake news, sob a acusação de conduzir investigações de forma irregular, especialmente em casos relacionados ao Banco Master e a descontos no INSS.

A divulgação ocorreu após a retirada do sigilo de um relatório da PF que continha diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, o que contribuiu para uma crise interna no Supremo Tribunal Federal. Contudo, os relatórios apresentados por Moraes têm ressalvas em relação ao seu conteúdo, sendo considerados apócrifos, sem cabeçalho e classificados como “sem valor probatório”.

Além disso, as informações não apresentam evidências concretas e são acompanhadas de classificações que indicam “baixa ou moderada” confiabilidade. Os próprios documentos alertam que não podem ser utilizados para imputar infrações penais ou disciplinares.

A Defesa de Lulinha expressou confiança de que o Poder Judiciário não ignorará eventuais ilegalidades e parcialidades nas investigações, que, se confirmadas, justificariam o arquivamento definitivo dos processos.