Advogado busca prisão e causa confusão em delegacia no Paraná

Um advogado de 26 anos, em Londrina, pediu para ser preso, mas após ter o pedido negado, acabou arremessando uma garrafa na delegacia. O caso gerou repercussão na Central de Flagrantes.
Foto: Um advogado de 26 anos, identificado como João Pedro Ayres e Silva, chegou
Foto: Um advogado de 26 anos, identificado como João Pedro Ayres e Silva, chegou

Na noite de segunda-feira (18), a Central de Flagrantes de Londrina, localizada no Norte do Paraná, foi palco de uma situação inusitada envolvendo um advogado de 26 anos, identificado como João Pedro Ayres e Silva. Ele chegou à delegacia solicitando sua prisão sem apresentar motivos. O pedido, no entanto, foi negado pelo delegado Roberto Fernandes de Lima, que não encontrou nenhum mandado de prisão contra o advogado.

Após a negativa, João Pedro se retirou da delegacia, mas a situação não terminou ali. Aproximadamente 15 minutos depois, as câmeras de segurança registraram um momento surpreendente: ele lançou uma garrafa de champanhe contra o vidro da porta da delegacia. O delegado relatou que, após a recusa do pedido de prisão, a equipe policial foi surpreendida pelo ato de vandalismo.

"Ordenei os policiais que checassem um eventual mandato de prisão contra ele. Como nada foi encontrado, ele foi liberado. Passado uns 10/15 minutos, ele pegou uma garrafa e jogou no vidro da DP. Tudo isso para ser preso", explicou o delegado sobre a sequência dos eventos.

Como resultado de seu ato, o advogado foi detido por danos ao patrimônio público. Apesar disso, o delegado ofereceu a possibilidade de sua liberdade mediante o pagamento de uma fiança de R$1000. João Pedro, no entanto, recusou-se a pagar e também não aceitou a ajuda de amigos para quitar o valor.

Em seu depoimento, o advogado afirmou que não tinha a intenção de causar danos à delegacia. Ele justifica sua ação dizendo que pensou em um ato que gerasse o menor dano possível. Além disso, expressou a necessidade de realizar uma audiência pública para expor o que considera relevante.

Durante a abordagem, ele foi questionado sobre o uso de substâncias ilícitas, bebidas alcoólicas ou tratamento psiquiátrico, mas negou qualquer envolvimento com esses fatores. O caso segue gerando curiosidade e repercussão na cidade, evidenciando a peculiaridade da situação.