Acórdão do TSE confirma que Cláudio Castro não teve mandato cassado

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral esclarece que Cláudio Castro não terá seu mandato revogado, embora permaneça inelegível até 2030 em decorrência de sua condenação por abuso de poder nas eleições de 2022.
Claudio-Castro-julgamento-TSE-Tania-Rego-Agencia-Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na noite de quinta-feira (23) o acórdão que determina que Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, não teve seu mandato cassado. Apesar de ter sido condenado pelo crime de abuso de poder político e econômico nas eleições para o Governo do Rio de Janeiro em 2022, a decisão do TSE foi influenciada pelo fato de que Castro renunciou ao cargo um dia antes da condenação.

Embora o ex-governador não tenha seu mandato revogado, a condenação o torna inelegível até 2030, limitando seus direitos políticos durante esse período. O julgamento reafirma a necessidade de novas eleições para que um novo governador assuma o estado, conforme estipulado pela legislação vigente no Rio de Janeiro.

De acordo com a Constituição do Rio, a vacância do cargo de governador no último biênio do mandato requer que a Assembleia Legislativa realize uma eleição em até 30 dias. Assim, a expectativa é que Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), assuma como novo governador, após ser eleito para o cargo em 17 de abril.

A definição sobre a posse de Ruas como governador aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve determinar se ele será empossado ou se novas eleições serão convocadas. O caso está paralisado desde 9 de abril, quando o ministro Flávio Dino pediu vista do processo, alegando a necessidade de embasamento adicional com a divulgação do acórdão do TSE.

Antes do pedido de vista, o STF havia registrado um placar de 4 votos a 1 a favor da realização de eleições indiretas para o governo fluminense, o que favoreceria a posse de Ruas. Os votos a favor das eleições indiretas foram proferidos pelos ministros Luiz Fux, André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Cármen Lúcia, enquanto Cristiano Zanin se manifestou a favor de eleições diretas.

Enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, atua como governador interino. No entanto, a Alerj já protocolou uma ação no STF solicitando a posse de Ruas como governador interino até que o tribunal decida sobre o caso. A argumentação da Alerj enfatiza que a permanência de Couto no cargo é válida apenas até que uma nova presidência na casa legislativa seja definida.