Na convivência, o casal percebe que algo secreto começa a surgir: uma imagem vai se formando. A cada nova peça colocada, vai-se revelando um pouco mais de uma imagem surpreendente. O casal vivencia emoções sublimes de conexão.
Muitas peças desse quebra-cabeça se encaixam de imediato, perfeitamente. Um encaixe que traz a sensação para o casal de terem sido feitos um para o outro. Quando se tocam, algo vibra, canta e dança, como se o universo dissesse: “aqui há harmonia.”
O casal, como hábil artesão desse quebra-cabeça que forma a sua imagem, descobre que, com o atrito de uma lixa suave, feita de palavras gentis, de silêncios e diálogos acolhedores, gestos que não ferem, é capaz de aparar o que ainda não sabe se encaixar.
Não se trata de luta nem disputa, não é mando nem comando. São os movimentos de ternura que favorecem o encaixe das peças, tanto das que se unem naturalmente quanto das que precisam de algum ajuste.