Vitor Guedes se autodeclara presidente do Corinthians e anuncia 13 artigos de novo estatuto

Em texto assinado, ele afirma ter nascido em 1977 e propõe mudanças como fim de cargos vitalícios e uso obrigatório de TH na grafia de corinthiano.
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O colunista Vitor Guedes publicou um texto em que se autodeclara o verdadeiro presidente do SPORT Clube Corinthians PAULISTA. Ele afirma ter nascido em 1977, ser pai do segundo Basílio mais importante do mundo e ter sido sócio e atleta federado do clube nos anos 1980. Na condição de presidente não eleito pelo povo, como diz ser a tradição antidemocrática desde a ditadura de Wadhi Helu, ele anuncia os 13 artigos de um novo Estatuto do Clube.

Entre as propostas, o primeiro artigo mantém o anglicismo original de SPORT e define que o nome oficial do time do povo será SPORT Club Corinthians PAULISTA. O segundo artigo extingue o cargo de conselheiro vitalício, afirmando que o Corinthians não é monarquia e que as vagas no conselho passam a ser eletivas. O terceiro artigo determina que a camisa listrada em preto e branco, no modelo usado em 13 de outubro de 1977, seja o uniforme 1, e a branca o uniforme 2, com shorts sempre preto e meias preferencialmente brancas, aceitando-se preta ou zebrada, e abole o terceiro uniforme para jogos.

O quarto artigo estabelece que corinthiano é sempre grafado com TH. O quinto prevê demissão por justa causa para sócios e trabalhadores que usarem objetos na cor verde dentro das dependências do clube, ressalvando torcedores e atletas visitantes. O sexto exige abertura de sigilo bancário e telefônico para candidatos à presidência, ao conselho ou para aceitar nomeação a qualquer cargo. O sétimo iguala o preço do ingresso do setor leste superior da Neo Química Arena ao dos setores Norte e Sul.

O oitavo artigo defende a manutenção de outras modalidades, como remo, basquete, futsal e futebol feminino. O nono proíbe a contratação de pessoas condenadas por estupro, violência doméstica ou racismo. O décimo abre a visitação do Memorial do Corinthians a todo torcedor que alegar não ter dinheiro para conhecê-lo. O décimo primeiro torna obrigatória a visitação ao Memorial e a aula de corinthianismo para jogadores do sub-15 ao profissional de todas as modalidades ao assinar contrato, com opção facultativa na renovação.

O décimo segundo artigo afirma que o Corinthians só entra em campo com sua torcida presente e mantém o setor visitante aberto aos adversários. O décimo terceiro diz que o time da Democracia Corinthiana, em memória a Sócrates, Wladimir, Casagrande e grande elenco, jamais deixará de se posicionar do lado da democracia e contrário ao fascismo e ao golpismo. O texto termina com a frase de que golpe só o dele, novo autodeclarado presidente.