El Niño deve provocar chuvas acima da média no Paraná até dezembro

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El Niño deve aumentar o volume de chuva no Paraná até dezembro, segundo previsão do Simepar –

O fenômeno El Niño atingiu a categoria de intensidade muito forte no Oceano Pacífico Equatorial, e as previsões indicam que deve ganhar força até novembro. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o principal impacto no estado será o aumento do volume de chuvas, com acumulados acima da média até dezembro deste ano. O fenômeno deve permanecer ativo até, pelo menos, março de 2027.

As informações foram divulgadas pelo Simepar nesta quinta-feira (8), em um boletim de atualização sobre o fenômeno climático. De acordo com o levantamento, a temperatura na região de referência para o monitoramento do El Niño chegou a 2,1°C acima da média, conforme dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Conforme o Agro Regional, o aquecimento das águas do Pacífico se intensificou desde abril deste ano, e a presença do fenômeno foi confirmada em junho.

El Niño pode estar entre os mais fortes já registrados

As projeções indicam que a temperatura da região monitorada pode atingir 3,3°C acima da média entre novembro e janeiro. Segundo a NOAA, há 83% de probabilidade de que o episódio esteja entre os mais intensos registrados desde 1950.

Após atingir o pico, a tendência é que o fenômeno perca força gradualmente. Mesmo assim, a probabilidade de que permaneça com intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março, também é de 83%, conforme as estimativas da agência norte-americana.

Paraná pode ter temporais severos

Com a influência do El Niño, o Simepar prevê chuvas acima da média em todas as regiões do Paraná. A precipitação, no entanto, pode ficar concentrada em poucos dias, aumentando o risco de temporais severos, queda de granizo e ocorrência de raios.

As regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste devem registrar os maiores desvios em relação às médias históricas de chuva.

O Simepar ressalta, porém, que o El Niño não determina sozinho quando e onde as precipitações vão ocorrer. A distribuição das chuvas depende também dos sistemas meteorológicos que atuam sobre o estado, como frentes frias, áreas de baixa pressão e sistemas semiestacionários.

Por isso, o órgão reforça a importância de acompanhar diariamente as previsões do tempo e suas atualizações, que permitem identificar períodos de maior risco e possíveis mudanças nas condições meteorológicas.



Fonte:A Rede PG