Câncer de mama: diagnóstico precoce aumenta chances de cura

cancer-de-mama-freepik006773450202610151258.jpg

Hábitos que contribuem para a redução do risco do câncer de mama: atividade física, alimentação equilibrada, hidratação e sono reparador –

O câncer de mama está entre os tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres. Por isso, a prevenção, o acompanhamento médico e o diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Em entrevista ao Viver Bem, a médica oncologista, Dra. Claudia Zaparoli Mendes Soares, do Plano de Saúde São Camilo, explicou quando iniciar os exames, quais alterações merecem atenção e como o estilo de vida pode influenciar o risco da doença.

De acordo com a médica, as orientações gerais indicam a realização da mamografia a partir dos 40 anos. No entanto, mulheres com histórico familiar ou outros fatores de risco podem precisar iniciar o acompanhamento antes dessa idade. “Antes dos 40, a mulher já precisa se conhecer, conhecer sua mama, perceber se tem alguma diferença na anatomia ou se existe uma história familiar de algum parente próximo que teve câncer de mama”, orienta.

A oncologista destaca que o autoexame é importante para que a mulher conheça o próprio corpo, mas não substitui os exames de imagem. A mamografia pode identificar lesões menores, muitas vezes antes que elas possam ser percebidas pelo toque. “Quanto menor a lesão e quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico dessa paciente. O tratamento pode ser mais fácil e a chance de cura, maior”, explica Claudia.

Sinais de alerta

Entre as alterações que merecem avaliação médica estão nódulos endurecidos na mama, vermelhidão persistente, feridas que não cicatrizam, mudanças no formato do mamilo e saída espontânea de líquido. A retração da pele, que pode apresentar um aspecto semelhante à casca de laranja, também é um sinal de alerta. “Se perceber uma nodulação, uma alteração na pele ou no mamilo, precisa buscar uma consulta médica”, reforça a especialista.

VÍDEO

A oncologista Claudia Zaparoli Mendes Soares, do Plano de Saúde São Camilo, orienta sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. A entrevist… | Autor: aRede.info

O histórico familiar também deve ser considerado. Segundo Claudia, cerca de 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Ter um parente de primeiro grau, como mãe ou filha, que teve a doença pode aumentar o risco e indicar a necessidade de acompanhamento antecipado.

Estilo de vida e prevenção

Além dos exames, os hábitos diários também podem contribuir para a redução do risco de câncer de mama. A oncologista destaca a importância da atividade física, da alimentação equilibrada, da hidratação adequada, do sono reparador e da redução do consumo de bebidas alcoólicas. “Hoje a gente sabe cada vez mais que um estilo de vida saudável nos protege contra o câncer de mama e vários outros tipos de câncer”, ressalta.

A médica também chama a atenção para a obesidade, considerada um fator de risco modificável. Manter um peso saudável e adotar uma rotina mais ativa são medidas que podem contribuir para a prevenção, embora não eliminem completamente a possibilidade de desenvolver a doença.

Outro fator citado pela especialista é a amamentação. Segundo ela, períodos mais longos de aleitamento estão associados à redução do risco de câncer de mama, devido, entre outros aspectos, à menor exposição hormonal ao longo da vida.

Claudia reforça que a prevenção deve ser acompanhada de orientação profissional e que cada mulher precisa considerar seu histórico e suas necessidades individuais. “Minha mensagem final é buscar saúde e, principalmente, prevenção. Pensando no câncer de mama, quanto antes você detectar a doença, melhor será o tratamento e o prognóstico. Busque qualidade de vida e tenha um médico de confiança para tirar suas dúvidas e ajudar nas suas questões de saúde”, conclui.



Fonte:A Rede PG