O Partido Liberal (PL) se destacou nas eleições para o Senado Federal, conquistando 28 cadeiras para a legislatura que se iniciará em 2027. Este resultado é fruto da combinação de senadores já em mandato e dos 19 eleitos neste domingo (4). A Agência Senado confirmou que o número de senadores pode sofrer alterações até fevereiro, caso haja trocas de partido ou ocupações de outros cargos por parlamentares eleitos.
Com essa nova configuração, o PL se torna a legenda com maior número de representantes no Senado, à frente do Partido dos Trabalhadores (PT), que terá nove senadores, e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que ficará com oito. O Republicanos, por sua vez, contará com seis cadeiras na Casa.
Dentre as vitórias mais significativas do PL, destacam-se as eleições de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do Distrito Federal, além de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, eleitos por Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar foram os responsáveis por garantir as duas vagas disponíveis.
O PL também se destacou ao eleger os dois senadores em cinco estados: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. A marca de 19 eleitos em uma única eleição é um recorde desde a promulgação da Constituição de 1988, superando a anterior de 14 senadores, alcançada pelo PMDB em 1994 e 2010, além do extinto PFL em 2002.
Dentre os 54 assentos disponíveis neste ano, o PL conquistou 35,2% das cadeiras, uma performance que, embora expressiva, ainda está abaixo do que o PMDB conseguiu em 1998, quando alcançou 44,4%, mas com apenas 27 vagas em disputa naquela ocasião.
A composição das bancadas ainda está em fase de definição. Dois senadores que foram eleitos governadores no primeiro turno deixarão suas cadeiras para os suplentes. Cleitinho (Republicanos-MG) será sucedido por Alex Diniz (PL), enquanto Sergio Moro (PL-PR) dará lugar a Luís Felipe Cunha (União). Além disso, Romário (RJ) também será considerado senador sem partido.