Netanyahu parabeniza Flávio Bolsonaro e deseja restaurar laços com o Brasil

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, felicitou Flávio Bolsonaro pelo resultado do primeiro turno das eleições e expressou o desejo de restabelecer a amizade entre os países. A disputa final ocorrerá em 25 de outubro.
imagem-jvp-2026-01-27t081507.205

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou congratulações a Flávio Bolsonaro (PL) pelo desempenho no primeiro turno das eleições presidenciais, desejando sorte ao senador em sua candidatura contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para o dia 25 de outubro. Em suas redes sociais, Netanyahu descreveu a votação de Flávio como uma "grande vitória" e manifestou a expectativa de que, caso o candidato do PL vença, as relações entre Israel e Brasil se transformem.

"Parabéns a Flávio Bolsonaro pela votação de ontem e boa sorte na final. Estou ansioso para restaurar a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil", afirmou o primeiro-ministro, que também enviou seus "melhores votos" ao senador.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na frente, obtendo 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Como nenhum dos candidatos atingiu a marca de 50% dos votos válidos, a decisão ocorrerá em um segundo turno.

A declaração de Netanyahu sobre a necessidade de restaurar a amizade entre os países surge após um período de tensões nas relações entre o governo Lula e Israel, especialmente em decorrência da guerra na Faixa de Gaza. Lula tem sido um crítico contundente da abordagem do governo Netanyahu em relação ao conflito, chegando a classificar a atuação israelense como "genocídio". A crise diplomática entre os dois países atingiu um ponto crítico em 2024, quando o presidente brasileiro fez comparações entre as ações em Gaza e o Holocausto.

Netanyahu reagiu, afirmando que Lula havia "cruzado uma linha vermelha", e o então chanceler israelense, Israel Katz, declarou Lula persona non grata até que houvesse uma retratação. O presidente brasileiro não recuou e, em resposta, o Brasil convocou seu embaixador em Tel Aviv.

As discrepâncias entre os dois governos persistiram nos anos seguintes, com Lula mantendo suas críticas ao número de civis palestinos mortos e o governo israelense acusando o Brasil de adotar uma postura hostil. Em contrapartida, a família Bolsonaro mantém uma relação estreita com Netanyahu e o governo israelense.