O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por meio de uma ação monocrática do ministro Floriano de Azevedo Marques, pela cassação do registro da candidatura de Deltan Dallagnol, do partido Novo, no estado do Paraná. A medida foi tomada em resposta a um pedido da Federação Brasil da Esperança do Paraná, que inclui os partidos PT, PCdoB e PV, tendo a deputada Gleisi Hoffmann como candidata à eleição.
Na sua decisão, Floriano de Azevedo Marques declarou a nulidade dos votos que Dallagnol eventualmente receberia. Recentemente, o ministro já havia suspendido a campanha do ex-procurador, alegando que ele teria perdido os direitos políticos após a cassação de seu mandato de deputado federal pelo TSE em 2023.
Ao fundamentar sua decisão, o ministro desconsiderou o parecer da Procuradoria Geral Eleitoral e a deliberação do TRE-PR, que, em setembro, havia rejeitado por 4 a 3 um recurso da campanha de Gleisi Hoffmann que solicitava o indeferimento da candidatura de Dallagnol. Para Floriano, o ex-procurador teria agido de maneira fraudulenta ao pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) com o intuito de evitar processos disciplinares.
A defesa de Deltan Dallagnol planeja recorrer ao plenário do TSE ainda nesta data. Além disso, o PT também buscava uma alternativa para afastar Dallagnol da disputa, recorrendo a Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de anulação dos votos não abriria espaço para uma nova eleição, o que beneficiaria os candidatos que ocupam o segundo e o terceiro lugares na disputa.
Gleisi Hoffmann, que se encontra em uma situação de empate técnico com Filipe Barros, espera que a anulação da candidatura de Dallagnol lhe garanta a vaga por meio da decisão judicial. A situação se complica ainda mais, já que Gilmar Mendes tem ignorado resoluções anteriores do ministro Edson Fachin, assumindo um papel de grande influência nas eleições.