A menos de uma semana das eleições, o governo Lula já contabiliza um pacote de medidas que soma aproximadamente R$ 271 bilhões em recursos destinados a movimentar a economia até 2026. Essa quantia foi revelada em um levantamento que considera 20 iniciativas anunciadas ou em implementação ao longo deste ano.
Os R$ 271 bilhões não correspondem a uma despesa única do governo, mas sim a um conjunto de medidas que incluem linhas de crédito, reforços orçamentários para programas já existentes e subsídios. Uma parte significativa desse total se refere a financiamentos que poderão ser acessados por empresas e consumidores, o que amplia o alcance das iniciativas.
Entre as ações listadas, destaca-se um financiamento de R$ 21,2 bilhões destinado à compra de caminhões e ônibus, além de um crédito de R$ 10 bilhões voltado para a indústria 4.0 e a produção de bens de capital ligados à economia verde. O programa Gás do Povo também faz parte desse pacote, prevendo a distribuição de botijões gratuitos a 15,5 milhões de famílias, com um custo estimado de R$ 5,1 bilhões em 2026.
Outra medida importante é o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que foi anunciado em 17 de setembro. Essa mudança elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, com um custo adicional projetado de R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22,7 bilhões para 2027.
Em um anúncio realizado no dia 25 de setembro, a poucos dias do primeiro turno das eleições, o governo também revelou uma nova fase do programa Desenrola. A expectativa é que até R$ 75 bilhões em dívidas sejam renegociados, com descontos podendo chegar a 90%.
Essas ações refletem um esforço do governo para injetar recursos na economia em um momento crucial, visando não apenas o alívio financeiro das famílias, mas também o estímulo a setores produtivos, em um contexto de eleições iminentes.