Nos anos 90, a juventude vivia um período vibrante, marcado pela força do pop rock e por questões políticas que mobilizavam os jovens. Um artista, conhecido como Poeta, lutava contra uma doença grave e expressava suas vivências através de canções que criticavam a realidade do Brasil. Uma de suas letras mais memoráveis trazia a imagem de uma piscina cheia de ratos, uma metáfora poderosa para a corrupção e a desilusão.
Avançando mais de 30 anos, a realidade parece não ter mudado. A metáfora da piscina continua relevante, com a presença de figuras que representam a corrupção, acompanhadas de símbolos de riqueza, como notas de dólar e charutos. Essa podridão é uma constante na vida política, enquanto poucos se destacam como exceções que tentam promover a limpeza do sistema.
Neste contexto, a coluna propõe uma reflexão sobre a linguagem, especificamente sobre palavras que contêm os dígrafos SC e XC. Palavras como "adolescente", "efervescência" e "piscina" são exemplos de como a escrita guarda marcas da história, refletindo a evolução da língua. O entendimento de que essas sequências representam um único som é essencial, e a coluna se dedica a esclarecer essa questão.
A escrita de "piscina" com SC, mesmo que pronuncie um som de S, é uma herança do latim. O termo provém de "piscina", que é relacionado a "piscis", significando peixe. Essa relação histórica mostra que a ortografia não é apenas uma questão de fonética, mas também de etimologia.
A coluna também provoca uma reflexão sobre a realidade política atual, questionando se a corrupção pode ser combatida ou se todos estão, de alguma forma, comprometidos com esse sistema. A indignação de uma jovem que outrora se rebelava contra injustiças permanece viva, e a esperança é que mudanças significativas possam ocorrer, evitando que o futuro repita os erros do passado.
Em meio a essa discussão, o Poeta lembra que "o tempo não para", e a autora conclui seu texto com um apelo para que todos façam sua parte na busca por um país melhor. A mensagem é clara: é necessário agir para limpar a piscina que simboliza a corrupção e a ineficiência do sistema político, promovendo um futuro que não ressoe com os erros do passado.