Katrina Fox, residente em Kent, na Inglaterra, percebeu, em setembro de 2021, uma pequena protuberância na testa, que parecia ser um simples cisto. Com o passar dos meses, no entanto, a lesão aumentou significativamente, tornando-se similar a uma bola de golfe. A mulher, então com 33 anos, decidiu procurar atendimento médico ao notar essa alteração preocupante.
A avaliação inicial sugeriu que a protuberância não era grave e Katrina foi encaminhada para um dermatologista, que planejou a remoção da lesão. Entretanto, enquanto aguardava o procedimento, o caroço continuou a crescer. Durante a cirurgia, os médicos se depararam com uma situação inesperada: ao tentar retirar o que se pensava ser um cisto, encontraram uma massa que havia comprometido o osso do crânio, interrompendo imediatamente o procedimento.
Após a interrupção, a paciente foi submetida a exames mais detalhados, incluindo uma ressonância magnética, que revelou a presença de um buraco de aproximadamente três centímetros em seu crânio. O diagnóstico final foi de mieloma, um tipo de câncer que afeta os plasmócitos, células do sistema imunológico que são produzidas na medula óssea. A massa que se formou na testa de Katrina era um plasmocitoma, caracterizado pelo acúmulo descontrolado dessas células anormais.
Katrina relacionou os sintomas da doença a problemas que vinha enfrentando há anos, como cansaço excessivo, dores nas articulações, sangramentos nasais, hematomas frequentes e dores nas costas e costelas. Exames adicionais mostraram lesões na coluna, quadris e tornozelos. Em seu diagnóstico, foi constatado que as células malignas ocupavam 95% de sua medula óssea, um dado alarmante que indicava a gravidade da situação.
O mieloma, por sua natureza, pode apresentar sintomas que não são específicos, o que pode dificultar seu reconhecimento precoce. Após a confirmação do diagnóstico, Katrina passou por uma cirurgia para a remoção do tumor. Como a lesão havia destruído parte do crânio, foi necessário implantar uma malha de titânio para proteger a região afetada.
O tratamento da paciente incluiu cerca de sete meses de quimioterapia semanal e um transplante de células-tronco. Atualmente, aos 38 anos, Katrina continua a usar medicamentos para controlar a doença e relata ainda enfrentar efeitos persistentes, como dores ósseas e fadiga intensa. O mieloma é geralmente tratado como uma doença controlável, embora não haja cura na maioria dos casos. O tratamento é individualizado e pode envolver uma combinação de medicamentos, quimioterapia, corticoides, radioterapia e transplante de células-tronco.